domingo, 21 de março de 2010

Estranho

É estranho quando a gente decobre ser aquilo que a gente é de verdade.
Confunde bater com a cara na real pedra que fere o nosso pé.
Eu perco o sono. Eu provo os dedos. Eu mergulho na minhas fantasias.
Seja lá o que isso quer dizer...
Conversar com o passado, com as histórias e jamais, jamais apagar ou rasgar as fotos.
Isso não pode, isso não pode menina. Seja mulher então. Ué...
E porque Diabo então ser mulher é sofrer por gosto?
Prefiro eu, então, cortar as linhas, ainda que sejam elas finas, muito finas.
Ah! O tempo. Quem foi que inventou o tempo?
Quem foi que inventou essa coisa frágil, que não convence a ninguém tão fraco das idéias como eu.
Será que ele, o tempo, acha que convence os artistas da vida...do mundo, da noite ou do dia ?
Será que ele convence a dancarina da noite que sonha com seu príncipe, a dona de casa que opta por
acreditar na fidelidade de quem ela chama de amor?
Pretencioso ele, pretencioso esse tal de tempo.
Hoje eu então, com mais paz em mim. Imploro a ti senhor digníssimo tempo, que tenha dó de mim.
Tenha dó, senhor, dessa moça que te roga, que te devora, que te come, que vagabunda enquanto o senhor passa.
Passe mais rápido. Devore-me, torne-me sua vagabunda predileta.
Quem sabe assim, eu te sinta mais justo.

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