quarta-feira, 26 de maio de 2010

A totalidade de Bendita.

As suas impossibilidades só dizem respeito ao seu horário de bater o cartão de ponto.
Isso não me abala, não me comove.
Se te disse " olá " milhões de vezes na mesma semana foi porque eu quiz. Se fiquei molhada em plena tarde de domingo ouvindo o Campeonato Carioca do quarto, foi por livre e espontânea natureza.
Seu eu imaginei com precisão cinematógráfica todas as lambidas que darias em minhas cochas, foi por minha totalidade feminina.
Sou mulher o suficiente. Que coisa mais tosca dizer " sou mulher o suficiente ", mas ainda assim eu digo: sou mulher o suficiente para não ficar feliz com uma quase gozada, com um quase homem, com um quase rapaz, com um quase bandido, com o quase moderno.
Eu não seria hipócrita te dizendo que me basto. Não. Eu não me basto. Porém e muito porém, eu sei o valor do não e mais ainda o valor do " não quero mais ".
Tenha um feliz natal!

Um comentário:

  1. Quem "é mulher o suficiente" não se contenta com menos do que deseja e merece.

    Bom ver textos novos por aqui e saber que Bendita está produtiva!

    Beijos.
    =)

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